"É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado"
Há alguns dias atrás fui a praia,
pois há dois anos não o fazia. Ao chegar ao local, vi muitos carros parados,
não carrinhos, mas carrões, alguns até importados. Abriram-se as malas, e qual
era o som que tocava? Beethoven? Não! Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e imperava o
samba. Lembrei-me da novela “Lado a Lado” que mostra o Brasil assim que os escravos
foram libertos, e o samba era considerado “perturbação da ordem pública” e ficavam
enclausurados nos terreiros e o homem branco era cheio de preconceitos.

Na praia, a família que estava
com o seu lindo carro tocando samba tinha a pele branca. O samba saiu dos
terreiros, desceu o morro e invadiu a vida de muita gente. Conquistou novos
ouvintes, colocou novos sambistas na avenida. Essa tal cultura negra que cada
vez ganha mais espaço na sociedade, e a sociedade que cada vez mais está se
despindo de velhos preconceitos e fazendo com que as misturas enriqueçam cada
vez mais o Brasil.
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