sábado, 30 de novembro de 2013

Imagine all the people...

 Há uma semana (sexta, 22 de novembro), cerca de oito e meia da noite, me encontrava no ponto de ônibus em Araruama próximo a faculdade em que estudo esperando o ônibus para Rio Bonito. Todos que se encontravam no mesmo ponto se foram e eu continuei ali esperando, sozinha, em um local escuro e com uma garoa insistente. De repente, chega uma senhora, engraçada até, falando alto comigo: “Minha filha, ajuda a tia! Minha afilhada ficou de me encontrar naquele trevo. Está escuro, chovendo e ali é perigoso. Não consigo falar com ela pelo celular. Sou do Rio e não conheço nada aqui. Te dou até um dinheirinho.”
Confesso que eu estava em um mau humor terrível naquele dia. Varias coisas na cabeça, cansada e ainda ia encarar uma pequena viagem. Mas fiquei com pena daquela senhora perdida a noite em um lugar que não conhecia. E em um lugar perigoso pelo trafego de carros. Ela me entregou seu celular para eu tentar ligar para a tal afilhada. O desespero a fez confiar plenamente em uma estranha. Fiz o possível e o impossível, mas não consegui ajudá-la. A ligação não completava. Ela resolveu voltar para a rodoviária e retornar para o Rio. E eu concordei, afinal, não tinha alternativa cabível. Quando ela estava indo embora, o celular dela tocou e era a afilhada. Tentei explicar onde ela estava e ela disse “Fala com ela minha filha...” E novamente me entregou o telefone.
Expliquei para a mulher do outro lado o que havia acontecido e onde seria o melhor lugar para encontrar a senhora, que a essa altura fumava incontrolavelmente. Tudo resolvido me sentia aliviada, afinal, consegui ajudar. Nesse momento ela retira R$10,00 de uma bolsinha e insiste para que eu aceite, pois eu a ajudei e se não fosse eu ela ainda estaria perdida e sem saber o que fazer. O valor parece pequeno, mas para quem tinha no bolso apenas os R$ 5,00 da passagem, esse dinheiro seria muito bem vindo. Mas recusei, não por orgulho ou qualquer coisa, mas a gratidão e o fato de ter feito algo por ela já me bastavam. E todo aquele mau humor dentro de mim se esvaíra. E uma felicidade imensa me invadiu.
Contei toda essa situação por um simples motivo. Nessa noite fiquei pensando: seria tão bom se todos fizessem algo por alguém sem esperar nada em troca. Acredito que precisamos disso, mais amor ao próximo e como diz o poeta “... amor é estado de graça, e com amor, não se paga.” Precisamos mais da caridade pelo outro. Imagine uma vida onde todos se ajudassem... E só quando aprendermos isso, o mundo vivera em paz, dentro e fora de nós.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Um Desabafo...

Ha coisas na vida que nao precisam de muita explicação. Outras se explicam por si só. Outra são mais complexas. E precisam ser explicadas. É preciso entender que somos seres diferentes, com vivências diferentes. Essas vivências formaram quem somos. 
Os que viveram boas experiencias, costumam ter uma visão melhor dos acontecimentos da vida. Os que ja nao viveram coisas tao boas, os chamados "gatos escald
ados", precisam mais que explicações. Precisam de certezas. Nao por nao acreditarem em algo, pelo contrario, mas por acreditarem demais. Acreditam e confiam a ponto de dar o melhor de si. Mas em um certo momento cansam das pessoas aproveitando isso de forma cruel.
E viram o jogo. Pobre daquele que conhece alguem que está passando por esse momento... nao significa que essa pessoa nao confia em você. Ela confia, DEMAIS. Nao pense que nao te gosta de voce... ela te AMA. E ama tanto que nao quer sofrer como antes. Quer diferente... Mas nao esqueça, isso é somente uma casca de vidro. Se quebra. Nao se engane pois a qualquer momento, estes (os gatos escaldados) se entregam a seu sentimento e assumem sua verdadeira forma. Nunca desista deles...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tristeza não tem fim... Felicidade, sim...

Ok, queridos leitores (e não leitores). Admito que andei afastada de meu blog. Mas com a correria dos dias é quase impossível parar para escrever algo. Aliás, não sou somente eu quem está vivendo e convivendo em meio a correria. Esse tal tempo que não para de correr.  Os dias passam rápido, e em meio a trabalhos, estudos, problemas, não se tem

sequer tempo para respirar. 
Porem, hoje me encontro em casa e com uma certa tristeza. E me impressiona perceber o quanto estar triste nos leva a pensar sobre muitas coisas. A primeira seria o motivo da tristeza. Sera que faz sentido? Sera quem quem a causou sente algo em relação a isso? De que vale a tristeza afinal? Deve ser mais um motivo para diminuir apetite e nos levar a uma dieta forçada. Ou mesmo para nos fazer companhia em dias frios como estes... Mas precisa doer assim? Aprendi que as reticências doem MUITO mais do que um ponto final. Não que eu queira o ponto final. A dor seria inevitável também. Mas a incerteza corrói, rasga por dentro. Como em uma historia, deixa um espaço para imaginarmos o que vem depois. E se criamos toda uma sequencia linda, e na página seguinte descobrimos que não acontece bem assim... Como dói não saber o final deste livro. Como e ruim ter  que esperar os próximos capítulos....

Apenas
posso esperar e ver como isso vai acabar... ou recomeçar...

Abaixo o vídeo da canção "A Felicidade", que da titulo ao post... 

Obs.: Perdoe-me pelos possíveis erros ortográficos ou gramaticais. Preciso de um novo teclado para meu pc.

sábado, 12 de janeiro de 2013

TEMPOS MODERNOS

Hoje fui comprar pão. Avistei algumas tanajuras. Aliás, pouquíssimas. Sinto falta de quando haviam nuvens delas e caçávamos pelas ruas. Bem, eu não caçava, corria delas. Mas achava incrível as nuvens que formavam ao voar juntas. Comecei pensar nas inúmeras coisas que fazia quando era criança. Nessas férias estou na casa onde morei por toda minha vida. Olho para a rua e sinto falta dos garotos que ficavam até tarde com suas "cafifas" (para quem não sabe o que é, este objeto também é conhecido por 'pipa'), gritavam no portão da minha casa quando uma delas caía no meu quintal. Sinto falta das pessoas nas calçadas andando de patins, sinto falta de andar de bicicleta e usar os buracos para fazer várias manobras de 'bicicross' (rs), meu primo vinha para minha casa e jogávamos bola de gude. Era divertido, harmonioso, era inocente muitas vezes. Agora raramente vejo as crianças na rua, e olha que hoje em dia tem muito mais do que na época em que eu brincava. Devem estar ocupadas demais com seus XBOX, seus tablets (eu nessa idade nem sonhava em ter computador, agora qualquer criança de 5 anos tem um tablet). É lamentável, estão desperdiçando a fase das descobertas, da liberdade,. Não querem se sujar, preferem ir ao shopping. Quando eu tinha 7 anos o shopping em São Gonçalo não passava de um boato... Sinto por essa geração que não suja os pés, não volta para casa para tomar um banho de esfregão, não abre o dedão do pé porque ao invés de chutar a bola, chutou o chão, não rala o cotovelo ao cair na primeira tentativa de andar de patins, nunca apostou corrida em um carrinho de rolimã, entre outras brincadeiras que faziam a alegria da criançada. Sei que não sou nenhuma idosa, que tudo isso fez pouco tempo para mim, mas como pode em tão pouco tempo tudo ter mudado assim? Que saudade! Se a sua infância foi regada a travessuras, brincadeiras e machucados... ELA VALEU A PENA!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

É Som de Preto?


"É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado"

Há alguns dias atrás fui a praia, pois há dois anos não o fazia. Ao chegar ao local, vi muitos carros parados, não carrinhos, mas carrões, alguns até importados. Abriram-se as malas, e qual era o som que tocava? Beethoven? Não! Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e imperava o samba. Lembrei-me da novela “Lado a Lado” que mostra o Brasil assim que os escravos foram libertos, e o samba era considerado “perturbação da ordem pública” e ficavam enclausurados nos terreiros e o homem branco era cheio de preconceitos.
Na praia, a família que estava com o seu lindo carro tocando samba tinha a pele branca. O samba saiu dos terreiros, desceu o morro e invadiu a vida de muita gente. Conquistou novos ouvintes, colocou novos sambistas na avenida. Essa tal cultura negra que cada vez ganha mais espaço na sociedade, e a sociedade que cada vez mais está se despindo de velhos preconceitos e fazendo com que as misturas enriqueçam cada vez mais o Brasil.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A PROGRAMAÇÃO NOSSA DE CADA DIA.



Esse tema foi sugerido pela Luísa Mendes. Inteligentemente ela pediu que escrevesse sobre como o Big Brother Brasil estraga a mente da humanidade e porque a televisão brasileira não exibe uma programação melhor. Ora, façamos desta segunda frase uma pergunta: Por que a televisão não exibe uma programação melhor? Como não poderia faltar, começo abordando a educação prezada em nosso país. Começando pelo sistema educacional que não valoriza a educação de forma a criar cidadãos pensantes, críticos, com a moral elevada e critérios éticos acentuados, aliás, esse é o grande medo deles. Nós, a população, principalmente os mais humildes, somos criados para sermos seres vazios, alienados, de pouco pensamento crítico, para que não atrapalhemos o caminho para os que querem enriquecer as nossas custas, e nem aos que querem entrar no poder de forma rápida e fácil. Assim crescemos alienados e adorando tudo que nos é imposto. Basta estar na TV e se torna grande ídolo da população. E claro QUEM NÃO QUER SER IDOLATRADO. Assim criasse um BBB da vida. Todos concorrendo para ver quem aparece mais, quem faz mais barracos e causa polêmicas para conseguir que o público o mantenha até a final, e de quebra pelas baixarias ainda ganham 1 milhão de reais(e eu estudando para quê???). Ao sermos criados para isso, damos audiência a programas que nos levam a nada, que não produzem conteúdos. Enquanto isso, emissoras que exibem programas culturais, educacionais e morais são ignorados ou pertencem a rede fechada de TV. A programação que chega às nossas casa não se faz sozinha, o telespectador que a faz. Quando postamos que odiamos algo no facebook, sua audiência só cresce, afinal, falem bem ou mal, mas falem de mim. Em vez disso que tal parar de falar tanto e desligarmos um pouco a televisão e lermos um livro. Não faça do seu cérebro um grande depósito de lixo, preserve-o. Leia mais... Viva mais!

Para que não reste dúvidas da influencia da mídia sobre nós, deixo para vocês 
O MITO DA CAVERNA. Com a adaptação inteligentíssima de Maurício de Souza. 




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Nome: ESCOLA || Função: EDUCAR!

Vi umas resposta no meu Ask.fm, e acredito que uma criança deve ser ensinada desde o início a gostar da escola, aprender seu sentido na vida. 

Eu vi:
Pergunta: nome:________ funçao:__________? 
Resposta: ESCOLA || ENCHER O SACO E FAZER EU PERDER MEU TEMPO '-' KK

Se me fizessem a mesma pergunta, eu diria:
Nome: Professor 
Função: Tornar o espaço escolar e extensão mais agradável possível para se obter conhecimento e novas descobertas.

Queridos professores, não deixem que seus alunos tenham pavor da escola e que acabem com sua imagem. Desde os pequenos vamos fazer a diferença. Ser professor é mais que depositar conteúdos, é principalmente construir um novo ser para que possamos ter um novo mundo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A IDADE DO AMOR


Dia desses estava na rodoviária de Rio Bonito, cidade situada há alguns quilômetros do Rio de Janeiro. Enquanto esperava meu ônibus para Araruama, um casal jovem passa por mim. A mulher com um vestido, pois fazia muito calor, e com saltos altíssimos, o rapaz ainda sem a camisa que vestiria. Sentam-se em um banco próximo a mim. Em seguida vejo que ele dá alguns trocados para a moça e ela sai pela rua de paralelepípedos, com seus sapatos altos, atravessa a rua movimentadíssima de ônibus, quem é mulher sabe como é difícil andar rápido em uma rua sem asfalto de salto. Ela retorna com uma garrafa gelada de Coca-Cola e entrega o troco e a garrafa ao aparente namorado. Observei com estranheza àquela cena.
Ao entrar no ônibus, logo depois de mim entrou um senhor, com seus cabelos bem grisalhos, aliás, grisalhos é pouco, ele tinha seus cabelos totalmente brancos. Uma graça! Pegou seu celular na pochete que carregava e ligou para, provavelmente, sua esposa, e disse em alto som: “Alô, amor?! Estou morrendo de saudades de você! Tem algo para comer aí? Estou levando algumas coisas para comer.” Claro que a senhora do outro lado respondia a ele. Suas palavras eram apenas de preocupação e cuidado. Perguntava sobre como estava, se precisava de algo. Ao fim disse: “Tá bom, já estou chegando. Te amo. Estou com saudades!”
Choquei-me ao comparar os dois casais. Um casal provavelmente casado há tempos, ainda trocava afetos ao telefone, sentiam saudades e não tinha vergonha ou achavam clichê dizer isso um ao outro. Enquanto em um casal jovem, não conseguia ver sequer a gentileza do rapaz para com a mulher que lhe acompanhava.
Uma pena que há pessoas que dizem que não existe amor para sempre. Eu ainda acredito nele. Apenas muitos ainda não encontraram alguém que valesse a pena ser para sempre. Em um amor (?) que começa sem gentilezas, palavras de carinho, flertes, preocupações e pequenas coisas clichês, não se pode esperar muito. A partir daí o eterno torna-se até daqui a pouco.