Há uma semana (sexta, 22
de novembro), cerca de oito e meia da noite, me encontrava no ponto de ônibus
em Araruama próximo a faculdade em que estudo esperando o ônibus para Rio Bonito.
Todos que se encontravam no mesmo ponto se foram e eu continuei ali esperando,
sozinha, em um local escuro e com uma garoa insistente. De repente, chega uma
senhora, engraçada até, falando alto comigo: “Minha filha, ajuda a tia! Minha
afilhada ficou de me encontrar naquele trevo. Está escuro, chovendo e ali é
perigoso. Não consigo falar com ela pelo celular. Sou do Rio e não conheço nada
aqui. Te dou até um dinheirinho.”
Contei toda essa situação
por um simples motivo. Nessa noite fiquei pensando: seria tão bom se todos
fizessem algo por alguém sem esperar nada em troca. Acredito que precisamos
disso, mais amor ao próximo e como diz o poeta “... amor é estado de graça, e
com amor, não se paga.” Precisamos mais da caridade pelo outro. Imagine uma
vida onde todos se ajudassem... E só quando aprendermos isso, o mundo vivera em
paz, dentro e fora de nós.




